quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ela tem o sorriso mais alegre no rosto, mas os olhos cheios de lágrimas…

É agora! Ela sabia que este momento iria chegar mas, tal como a morte, ela tentou omitir o seu final. Ela riu, conseguiu contagiar toda a gente com o seu sorriso. Às vezes, até ela própria se conseguia enganar e pensava que aquele era o seu sorriso inocente, nascendo de novo na sua face. Ela enganou toda a gente como num crime perfeito. Ela não é feliz como te dizia ser agarrada ao teu pescoço. Vem ver com os teus próprios olhos, a sua mente é uma granada pronta a explodir sentimentos que nunca pensaste existir nela.

A farsa caiu de vez, acabou o seu reinado, acabou a utopia. Os seus sentimentos esgotaram-se, mas se ela ainda os tivesse eu sei bem que ela se sentiria envergonhada neste preciso momento, vendo-se exposta a todas as pessoas que ela conseguiu enganar, se refugiaria nos braços dos seus cúmplices, mas é tarde. É tarde para tudo voltar atrás, tarde para mudar a sua palavra, o seu mundo, o seu destino… é tarde!

Ela decidiu sorrir, mas toda a vez que se riem dela, ela volta a chorar. 




sábado, 8 de dezembro de 2012

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E eu ainda me lembro como se fosse hoje o quanto eu era apaixonada por ele! Por cada gesto, cada sorriso, por cada respiração sincronizada com a minha. Ainda me recordo daquelas palavras que ele se ria. Aquelas que eu dizia cheias de amor e que ele as interpretava com ironia. Lembro de cada vez que ele me beijava, que chamava nomes que definitivamente não era o meu. De todas as vezes que ele me insultava e que eu lhe respondia ainda com mais amor. Eu era uma tonta, uma louca perdida que pensava que podia amar por nós os dois. E eu amava! Amava, amava e amava ainda mais só para disfarçar as marcas que ele me tinha deixado no meu coração. Eu era uma iludida, mas no meio de toda esta ilusão, eu era feliz! Não era isso que importava realmente?

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Os dez últimos desejos de Juliet Miller



O amor é a única coisa no mundo que nos poderá despertar as sensações mais estranhas e mais controversas que o ser humano pode sentir. O amor é uma doce tontearia que te faz madurar, é a doce ilusão daquilo que se pode tornar real. O amor é tornar os simples factos impossíveis em grandes realidades. Este livro trata-se se de uma compilação de desabafos para o papel que fiz ao longo de três longos anos, desde que conheci a minha mulher Juliet. Não sei quanto a ela mas quando consta a mim, foi amor á primeira vista. Nos encontrámos num simples bar e o Martini nos levou a conhecer. Juro que não era o álcool a falar mais alto mas sim o amor. Eu me apaixonei pelo seu jeito de ser, pela forma que ela fumava o seu cigarro e da forma como ela se ria das minhas piadas atrapalhadas sem graça nenhuma. Não ficamos com o contacto um do outro, nem se quer sabia qual era o seu nome, mas depois de três longos anos de ilusões por ela a encontrei de novo, desta vez num lugar mais depressivo: No hospital! Eu era e sou ainda médico e, quando me disseram que havia uma mulher que tinha de examinar de urgência e quando vi a sua foto na ficha de inscrição, não queria acreditar! Tratava-se da mulher que eu mais amava neste mundo que, o enfermeiro me acabara de dizer que tinha poucos meses de vida devido a um cancro. Passei os meus últimos meses com ela e cada vez mais me apaixonava pelo seu ser. Desde o primeiro dia que a vi que sabia que ela era corajosa, nem a morte lhe fez frente. A vivacidade com que ela me encarava todos os dias na consulta era contagiante. Das consultas passamos aos jantares, dos jantares aos passeios á beira-mar e dos passeios á beira-mar ao namoro. Uma coisa que aprendi com a minha profissão é que nós podemos dar uma estimativa de quanto tempo a pessoa irá durar aqui na terra, mas só os pacientes sabem o momento exacto da sua morte. Está dentro deles e ela sentiu isso mesmo uma semana antes. Pediu para que eu passasse toda a semana com ela e assim o fiz. Até que um dia ela me disse que não queria morrer sem antes se sentir casada comigo. Ela própria me pediu em casamento. Comprou as alianças, fizemos juras de amor, mesmo sem padre, convidados ou vestidos de noiva e smoking. Apesar de não ter sido nada registado em um papel para se poder dizer que era oficial, sentia-me seu marido e ela minha esposa. Sei que ela sentia o mesmo. Passámos a lua-de-mel na minha casa, já que não era conveniente sairmos da cidade. Nessa mesma noite ela me disse algo, agarrada a mim, que me tocou no coração: ‘’Sabes, morro feliz porque sei que acabei por ficar contigo para sempre, já que o meu sempre está prestes a terminar.’’ Nessa mesma noite, não preguei olho só para digerir umas quantas vezes aquela frase, simplesmente fiquei contemplado ao vê-la dormir, até que entendi que ela tinha adormecido para sempre nos meus braços. Não senti pavor nem tive traumas desse facto da minha vida, muito pelo contrário. Senti-me lisonjeado por tê-la acompanhado até ao último segundo da sua vida. Apesar da tristeza falar mais alto, claro. Hoje, passados cinco anos de tal acontecimento, decidi publicar este livro em sua memória, mas também como uma esperança de que ela leia este livro e me reencontre. Acredito imenso na reencarnação e sei que Deus a quer ao meu lado. Sei que ela está em qualquer canto deste planeta. E sei que mal ela leia este livro, vai sentir emoções tão fortes e inexplicáveis como senti-mos quando o nosso destino era ficarmos juntos. Este é um grito desesperado em forma de palavras de quem procura o seu não único amor, mas sim o seu único amor verdadeiro.
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012


NUNCA confie TOTALMENTE numa pessoa que NÃO confia TOTALMENTE em você! Vai perceber que esse era o maior erro quando ela se for embora sem te dar um mínimo de explicações!

4


Quatro dias, simplesmente quatro dias que resumem os meus últimos quatro anos. Aquela sensação de ser só mais alguém sem um mínimo de utilidade neste mundo. Viver cada dia como se fosse o último porque, quem sabe o que nos irá na nossa mente, poderá que algum dia eu acerte. Aquelas alucinações, aquelas que penso que todas as pessoas se querem afastar de mim quando sou eu que me afasto delas. Aquela vontade imensa de chorar que dura desde manhã até á noite e que ultimamente, chego a não conseguir segurar o choro. Aquele mau feitio e arrogância que ganho perante as pessoas, aquela mania de desconfiar de toda a gente (até mesmo das pessoas que mais amo). Está tudo de novo a vir, tudo de novo a atormentar-me, depois de oito meses em que a felicidade parecia ter chegado de novo. Tudo está a recomeçar desde que pensava que estava a cem por cento e que nada do que tinha passado chegaria novamente. O problema, é que desta vez apareceu tudo de novo e de uma maneira ainda mais intensa. Onde vou eu parar desta vez? A última vez em que senti algo parecido a isto, arruinei o meu futuro. O que vou arruinar desta vez? Simplesmente tenho medo de afastar as poucas pessoas que ficaram do meu lado, ou que simplesmente elas se afastem por não me compreenderem ou pensarem que estou cada vez mais estranha. Eu sei que preciso de ajuda, mas sempre que vou para gritar por ‘’socorro’’ a minha mente me impede. Penso: será que, se eu estou a sofrer é porque mereço? Mereço eu realmente ajuda? Por vezes penso que os erros do passado mais cedo ou mais tarde sempre serão pagos. Será que estarei a pagar essa divida agora?