quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Eu estou viciada em fazer-te rir a toda a hora...
(Mesmo que seja com as coisas mais idiotas que só vêm da minha cabeça)
 é essa melodia que consegue lembrar ao  meu coração que ele ainda é jovem e por uns momentos, ele até tem vontade de rir também.
Por favor nunca pares de rir de e para mim. Fazes tão bem ao meu coração.

domingo, 26 de julho de 2015

Tempestade ☆

Continuo sempre à espera do arco-íris depois da tempestade...




                                                                                                            mas 
recuso-me a ouvir o som da chuva a bater violentamente contra os vidros da minha janela, pedindo desesperadamente para entrar. Fecho-as rapidamente antes que os relâmpagos me denunciem e os trovões me venham avisar que querem ajustar contas comigo.

Estou habituada a continuar com a minha rotina numa tentativa de esconder o medo, tentando dar a falsa sensação que nada do que se passa lá fora importa, enquanto a minha mente só consegue pensar no dia em que o tecto irá ceder ou no dia em que o vento finalmente ganha a batalha com a minha janela e a abre, dando ordem à tempestade para entrar no meu esconderijo.

Quando esse dia chegar irei ficar imóvel, sentindo finalmente a chuva a magoar a minha pele, como se tratassem de setas atiradas na minha direcção e irei ficar apavorada quando a luz atravessar os céus, com a ânsia de atravessar o meu corpo. Nesse dia, irei deixar todas as minhas fraquezas expostas à força da natureza. Não o irei fazer por não saber como lutar, mas sim porque preciso de fazer parte da fúria e da revolta que todos os Invenos teima em chamar por mim. Irei doar o meu corpo para que me doa a alma. É triste fugirmos da dor mas ainda mais triste fingirmos a nós próprios que somos ignorantes, só para não sentí-la.
A tempestade finalmente acabou. a fúria acabou. o medo acabou.
Mas desta vez não irei abrir a janela, não mereço apreciar o esplendor do arco-íris.


Só merece o arco-íris quem se molhou na tempestade.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Ponto final...

Descobri porque tenho tanto medo da Morte.
Não é propriamente por ter receio de não haver vida após Ela chegar.
É por ter receio de não descobrir a vida antes de me encontrar com Ela.
Tenho fé que a vida antes da morte não seja só uma ilusão. (Chamem-me louca!)
Ponto final...

quinta-feira, 18 de junho de 2015

C.A.O.S

O silêncio depois da guerra! É tao ensurdecedor...


Quem diria que momentos antes, dentro destas quatro paredes, o caos se apoderou de tudo que outrora lhe teimava em escapar.

.Falsas certezas - Verdades omitidas - Lindas hipérboles - Dúvidas esclarecidas - Orgulho frágil - Dores curadas.

Agora que tudo acabou, só escuridão tem a coragem de limpar todos os destroços deixados pela guerra.

Onde há poucos instantes se visualizaram as sombras dos corpos que entraram na batalha - famintos por uma vitória, que sabiam que nunca iriam alcançar - agora não se visualiza mais nada. Deixaram de existir corpos, sombras, paredes, o lugar onde já foi seguro habitar.              Deixei de existir.             O único que ainda me faz crer que estou aqui é a minha alma e essa, espera que finalmente dê o meu último suspiro. É preciso passar por tudo isto para entender o verdadeiro significado da vida. Nascemos sozinhos, só para nos habituarmos ao facto de que iremos morrer dessa mesma forma. A vida só é longa e só nos liga uns aos outros, de forma a colecionarmos as recordações necessárias para preparar as nossas últimas palavras e os nossos últimos pensamentos com nostalgia, cuidado e sabedoria.

.Falsas certezas - Verdades omitidas - Lindas hipérboles - Dúvidas esclarecidas - Orgulho frágil - Dores curadas.
Perfeito.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Sobre|viver

Não acredito na sorte e nas coincidências,  ou pelo menos esforço-me bastante por não acreditar. Prefiro ter fé no Destino e que tudo tem uma razão de acontecer, mesmo que por vezes duvide da minha própria teoria. Assusta-me pensar que a vida pode ser tão simples ao ponto de ser feita por meros acasos e que a minha vida poderia ter levado qualquer outro rumo.
Prefiro acreditar que existe uma razão para os meus fracassos e para as minhas vitórias. Para os que hoje estão na minha vida, para os que já foram e para os que um dia me irão abandonar.
Foi esta a fórmula que criei para não temer a vida.

Os nossos medos podem ser ultrapassados quando descobrimos qual a razão de eles existirem,  certo?

Ninguém pode ter a certeza do que realmente é a vida e muito menos de qual é a maneira mais feliz e perfeita de a viver. Independente das razões que apresentamos ou das histórias em que acreditamos, são elas que nos iludem a pensar que vida é uma certeza absoluta quando na realidade, ela não passa de uma ilusão.