O meu coração está manchado. Não tem mais a sua cor natural! A vida pintou-me o coração de negro, mas logo chegou alguém que o pintou de azul cor de mar, mas não soube pintar tudo! Muitos foram o que quiseram completar o que ficou a meio e pintaram-mo com vários tons de azul com o intuito de ficar o mais igual que possível aquela azul, mas em vão. Aos poucos foram vendo que ninguém tinha exactamente aquele azul e desistiram de completar o meu coração. Por fim, encontrei um outro alguém que me quis pintar o meu coração de uma outra cor, de uma cor que nunca tinha conhecido e eu recebi-o de braços abertos. Ainda não coloriu todo o meu coração. Prometeu-me pintá-lo aos poucos, mas com o passar do tempo eu me dou conta que só quero ter a sua cor natural de novo! Aquele vermelho vivo que aviva a minha vida. Talvez seja por toda essa cor artificial que o meu coração suporta, que a cor natural se escondeu perante estas e talvez seja por isso que me sinto morta por dentro. Necessito de limpar o meu coração, mas preciso da ajuda de quem mo atreveu a pintá-lo!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
B > Becos
Entre becos me escondo, fugindo dos caminhos confusos e das ruas indecisas com escolhas por fazer. Entre becos me escondo porque não os sei ultrapassar. Não sei como ultrapassa-los, não sei como sair de lá. Não tenho esperança que alguém me encontre mas também não tenho esperança que alguém me queira encontrar. Entre becos me escondo, fico só. Não precisamente porque essa é a minha vontade mas sim porque esse é o melhor caminho a escolher. Entre becos me escondo de todos, só não consigo esconder de mim. Necessito de encontrar uma mascara para o meu coração. Uma mascara que faça com que eu não me reconheça. Uma mascara onde me faça ir á procura da razão. É a única esperança que tenho para me reencontrar de novo. Entre becos me escondo e não irei sair deles enquanto não perder o medo de seguir um rumo. Toda a vez que me faço a essas ruas eu entro em pânico por ter mil e uma encruzilhadas para escolher sozinha. Tenho pânico a escolhas e o caminho mais fácil é esconder-me em becos. Um só caminho que te irá levar á mesma saída, a nenhuma saída. Acho que os becos foram adequados e feitos a pensar em mim!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
A > Arrogância
Ninguém consegue ser mais arrogante para mim do que eu própria! Tornei-me no meu pior inimigo, não me suporto mais! Tudo o que faço é errado, tudo o que digo é defeito, tudo em mim é imperfeito! Mereço! Mereço continuar assim. Mereço esse castigo por ser uma inútil, por não saber mudar nem lutar por aquilo que quero. Como sempre, vou continuar intacta no meu lugar. Esperando desistir de mim, que os outros desistam de mim e que até a minha própria vida desista de mim. Uma rapariga tão insignificante e repugnante como eu não tem outro remédio se não desistir, já que não sei como se faz para mudar uma pontinha dos meus erros e imperfeições.
domingo, 2 de outubro de 2011
Old(&)Times
São duas da manhã, tomo aquele chá de caramelo e baunilha que costumava tomar contigo só para te sentir aqui, amor. Está calor, mas não penso duas vezes em acender a lareira. Pego o meu cobertor, ponho o teu CD na minha velha rádio. Toca Love Me tender, a nossa música, sento-me junto á cadeira de baloiço onde te costumavas sentar e fico a imaginar como seria se ainda tivesses aqui ao meu lado. Imagino todas as conversas que teríamos. Imagino a contar como foi o teu dia e imagino-me a ouvir-te com toda a minha atenção. Tal como da última vez em que tal situação aconteceu, naquele pôr-do-sol de inverno. Sinto falta desses momentos, sinto falta de cada pormenor, de cada gesto, de cada coisa que antes achávamos completamente insignificante. Tenho saudades tuas, mas o tempo não volta para trás, o tempo nunca mais te trará de novo. Sinto-me só, sinto que já não tenho ninguém, nem se quer a mim própria. Vivo só por viver, vivo para morrer a qualquer instante. Já não sou capaz de regar as flores do jardim, não sou capaz de arrumar a casa, não sou capaz de fazer nada sem ti. Levaste contigo a minha vontade de viver e agora peço a Deus todas as noites em que me deito na nossa cama para me levar consigo.
sábado, 1 de outubro de 2011
Doce Amargo
Um doce amargo, um bem que faz mal! É algo que desejas intensamente, sem peso nem medida, mas que te dá a conhecer o sabor do amargo. É algo que te faz sentir valiosa, exclusiva mas que revela todas as tuas imperfeições. É algo que desejas para sempre, mesmo sabendo que na sua posse te irás recordar que és vulgar, na sua ausência entenderás que nunca houve nada de especial em ti, te lembrarás do seu amargo e reconhecerás que em ti só existe esse amargo e sem ele morrerás, é tarde de mais quando se o prova. Na primeira dentada encontras o vício. Um doce amargo, uma droga que te vicia! Algo que te prende, que tu veneras, que tu estimas, algo de mais valioso para ti, que nenhum ouro pode comprar! Um doce amargo, algo que doce mas que te deixa o amargo na tua memoria.
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