domingo, 2 de outubro de 2011

Old(&)Times



São duas da manhã, tomo aquele chá de caramelo e baunilha que costumava tomar contigo só para te sentir aqui, amor. Está calor, mas não penso duas vezes em acender a lareira. Pego o meu cobertor, ponho o teu CD na minha velha rádio. Toca Love Me tender, a nossa música, sento-me junto á cadeira de baloiço onde te costumavas sentar e fico a imaginar como seria se ainda tivesses aqui ao meu lado. Imagino todas as conversas que teríamos. Imagino a contar como foi o teu dia e imagino-me a ouvir-te com toda a minha atenção. Tal como da última vez em que tal situação aconteceu, naquele pôr-do-sol de inverno. Sinto falta desses momentos, sinto falta de cada pormenor, de cada gesto, de cada coisa que antes achávamos completamente insignificante. Tenho saudades tuas, mas o tempo não volta para trás, o tempo nunca mais te trará de novo. Sinto-me só, sinto que já não tenho ninguém, nem se quer a mim própria. Vivo só por viver, vivo para morrer a qualquer instante. Já não sou capaz de regar as flores do jardim, não sou capaz de arrumar a casa, não sou capaz de fazer nada sem ti. Levaste contigo a minha vontade de viver e agora peço a Deus todas as noites em que me deito na nossa cama para me levar consigo.

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