segunda-feira, 14 de setembro de 2015

É pena...

As crianças gostam de brincar aos adultos e os adultos gostam de brincar de crianças... não é irónico?

É engraçado ver como as crianças brincam às 'mães e aos pais' ou como arranjam uma vida luxusa e super ocupada para as suas bonecas - todas elas bonitas e com corpos esculturais - como se o mundo dos adultos fosse interessante. Na realidade, o mundo dos adultos torna-se interessante no ponto de vista das crianças.
Sem terem alguma noção do quão dura irá ser a vida, elas conseguem criar histórias nas suas cabeças onde tudo é perfeito,  onde tudo corre bem e onde tudo é possível. Eu sei, nada mais é do que a inocência a falar mais alto e é tão doloroso quando começamos a entender o mundo e a substituir a criança pela pessoa adulta que aos poucos nos tornamos.
Deixamos de achar piada a esse tipo de brincadeiras e o que, na nossa infância achávamos ser um assunto sério: amizade,  honestidade e lealdade, passamos a usar como brincadeiras (modernas) de adulto.

A única conclusão que posso chegar, é que as crianças - mesmo sem experiência alguma - fazem tão bem o papel de adulto...

mas os adultos - mesmo com toda a experiência de infância - não são bons a fazer o papel de criança.

É pena . . .

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Eu estou viciada em fazer-te rir a toda a hora...
(Mesmo que seja com as coisas mais idiotas que só vêm da minha cabeça)
 é essa melodia que consegue lembrar ao  meu coração que ele ainda é jovem e por uns momentos, ele até tem vontade de rir também.
Por favor nunca pares de rir de e para mim. Fazes tão bem ao meu coração.

domingo, 26 de julho de 2015

Tempestade ☆

Continuo sempre à espera do arco-íris depois da tempestade...




                                                                                                            mas 
recuso-me a ouvir o som da chuva a bater violentamente contra os vidros da minha janela, pedindo desesperadamente para entrar. Fecho-as rapidamente antes que os relâmpagos me denunciem e os trovões me venham avisar que querem ajustar contas comigo.

Estou habituada a continuar com a minha rotina numa tentativa de esconder o medo, tentando dar a falsa sensação que nada do que se passa lá fora importa, enquanto a minha mente só consegue pensar no dia em que o tecto irá ceder ou no dia em que o vento finalmente ganha a batalha com a minha janela e a abre, dando ordem à tempestade para entrar no meu esconderijo.

Quando esse dia chegar irei ficar imóvel, sentindo finalmente a chuva a magoar a minha pele, como se tratassem de setas atiradas na minha direcção e irei ficar apavorada quando a luz atravessar os céus, com a ânsia de atravessar o meu corpo. Nesse dia, irei deixar todas as minhas fraquezas expostas à força da natureza. Não o irei fazer por não saber como lutar, mas sim porque preciso de fazer parte da fúria e da revolta que todos os Invenos teima em chamar por mim. Irei doar o meu corpo para que me doa a alma. É triste fugirmos da dor mas ainda mais triste fingirmos a nós próprios que somos ignorantes, só para não sentí-la.
A tempestade finalmente acabou. a fúria acabou. o medo acabou.
Mas desta vez não irei abrir a janela, não mereço apreciar o esplendor do arco-íris.


Só merece o arco-íris quem se molhou na tempestade.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Ponto final...

Descobri porque tenho tanto medo da Morte.
Não é propriamente por ter receio de não haver vida após Ela chegar.
É por ter receio de não descobrir a vida antes de me encontrar com Ela.
Tenho fé que a vida antes da morte não seja só uma ilusão. (Chamem-me louca!)
Ponto final...

quinta-feira, 18 de junho de 2015

C.A.O.S

O silêncio depois da guerra! É tao ensurdecedor...


Quem diria que momentos antes, dentro destas quatro paredes, o caos se apoderou de tudo que outrora lhe teimava em escapar.

.Falsas certezas - Verdades omitidas - Lindas hipérboles - Dúvidas esclarecidas - Orgulho frágil - Dores curadas.

Agora que tudo acabou, só escuridão tem a coragem de limpar todos os destroços deixados pela guerra.

Onde há poucos instantes se visualizaram as sombras dos corpos que entraram na batalha - famintos por uma vitória, que sabiam que nunca iriam alcançar - agora não se visualiza mais nada. Deixaram de existir corpos, sombras, paredes, o lugar onde já foi seguro habitar.              Deixei de existir.             O único que ainda me faz crer que estou aqui é a minha alma e essa, espera que finalmente dê o meu último suspiro. É preciso passar por tudo isto para entender o verdadeiro significado da vida. Nascemos sozinhos, só para nos habituarmos ao facto de que iremos morrer dessa mesma forma. A vida só é longa e só nos liga uns aos outros, de forma a colecionarmos as recordações necessárias para preparar as nossas últimas palavras e os nossos últimos pensamentos com nostalgia, cuidado e sabedoria.

.Falsas certezas - Verdades omitidas - Lindas hipérboles - Dúvidas esclarecidas - Orgulho frágil - Dores curadas.
Perfeito.